O mal andava com grandes monstros nas mãos.
Estava tudo muito confuso, tudo muito denso.
Era choro pra lá e grito pra cá.
Os estalos eram constantes e os corpos tingidos de vermelho não paravam de chover.
O terror tomava conta de tudo. Tomava conta da verdade, da realidade e da própria vida.
Pernas agitadas percorriam o morro, braços empurravam uns aos outros.
E lá estava o medo em forma de projeto. Projeto de gente. A menina encarava o mal e seus monstros causando por onde passavam.
Não sabia o que fazer. Havia travado. O medo e a curiosidade sambavam na sua cabecinha. E que carnaval.
Um braço a puxou, e por um segundo, ou até menos que isso, desviou seu olhar dos homens e suas armas. Do mal e seus monstros. Logo se viu pendurada no pescoço de alguém que corria mais rápido do que a bala.
Os tais monstros poderosos estavam encarando de volta. As pernas cansadas de sua mãe se esforçavam ao máximo. Logo, correu tão rápido, mas tão rápido, que saíram do chão. Elas tomaram altura e conseguiam encarar de lá de cima o que só pode ser chamado de caos.
Havia lágrimas, havia suor, havia sangue, havia todas as cores do arco-íris. Havia choro, havia grito, havia todos os sons mais silenciosos que o próprio silêncio.
Mas logo mãe e filha começaram a cair, e o manto preto ficava lá em cima.
Sua mãe estava no chão. Não conseguia levantar. Logo não se movia.
A menina desabou. Seus olhos transbordaram. Chorava sem parar. Chorou tanto, mas tanto, que formou um rio, um rio violento, que banhou todo o horror de lá. Todo o mal e todos os monstros.
Logo só havia a menina. E o medo.
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nossa, muito bom, voce escreve muito bem, dona.
ResponderExcluirLavo
amei
ResponderExcluirmesmo
"A coragem não é a ausência do medo, e sim algo mais importante que ele."
teve um trecho q me lembrou essa frase
êêê!
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